10 de abr de 2011

Os burocratas do púlpito


Sou lido por pessoas que não estão familiarizadas com as Assembleias de Deus. Talvez este texto seja mais um daqueles que somente os assembleianos tenham vivência. A burocracia do púlpito é uma marca presente na cultura assembleiana. E como ela é uma “matriz pentecostal” que inspira outras menores é provável que isso se repita em outras igrejas. Ora, se sua igreja não tem burocratas do púlpito agradeça a Deus. Pois bem, quais são as atitudes burocratas do púlpito?
Todos se ponham em pé para receber o pregador”
Nada mais militar e burocrático do que isso. Receber os pregadores visitantes em pé é ridículo. É ceder honra excessiva. Igreja não é quartel. Honra não é reverência militar. Educação não é bajulação. Como lembra o amigo Geremias do Couto: “Quem hierarquiza a Igreja está muito distante dos valores do Reino de Deus”.
Eu quero agradecer ao estimável pastor desta igreja pelo convite honroso para pregar nesta maravilhosa e digníssima congregação”
Quanta vezes você já ouviu um pregador visitante bajulando o pastor e a igreja que o convidaram? Outra atitude patética e, desculpe pelo chavão, seria cômica se não fosse trágica. E se o pastor é presidente de um grande campo o sujeito que está pregando gasta uns 20 minutos só agradecendo a “grande honra” de pregar naquele lugar. Não é errado agradecer, é uma atitude de educação. Agora, não é necessário agradecer bajulando.
Eu aprendi muito com esse grande homem de Deus, varão valoroso, homem de um exemplo digno e fiel servo do Altíssimo”
Pois bem. Já ouvi gente no púlpito elogiando pastores veteranos com esse palavreado todo. Eu digo para vocês: Se fosse comigo ficaria muito constrangido, pois como homem que sou sei que ando muito longe de todas essas qualificações. Creio que Paulo não gostava desses elogios todos, pois ele mesmo disse: “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus” (I Co 15.8) e “Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (I Tm 1.15 NVI). Observe que o “eu sou” está no presente e não no passado de Paulo. E é bom lembrar os conselhos do rei Salomão: “O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o que prova o homem são os elogios que recebe”. (Pv 27.21 NVI) e “Assim como mel demais não faz bem, também não é bom andar procurando elogios” (Pv 25.27 NTLH).
E é bom encerrar com esse conselho paulino: “Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos” (Fp 2.3 NTLH).
Resumindo: Os burocratas são comprometidos com a bajulação humana e não com a glória de Deus. E bajular é lisonjear para obter vantagens, portanto, uma prática antibíblica.


Fonte; Teologia Pentecostal

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