12 de jul de 2011

Caindo nas mãos dos torturadores!


                                                    Por André Sanchez

O Mestre Jesus Cristo falou diversas vezes sobre a importância do perdão. Lembro-me do Seu encontro com Pedro que o questionou se haveria uma quantidade máxima de vezes para perdoar alguém. A isto respondeu: “Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt 18. 22). Mas para mim, sem dúvida, o ensino mais impactante de Jesus a respeito do perdão está em Mt 18. 23-35.

Vamos relembrar rapidamente essa parábola contada por Jesus: Um rei chama um homem que lhe devia uma fortuna. O homem, sem condições para saudar a dívida, pede clemência ao rei que perdoa totalmente a dívida. Esse homem, logo após ter sido perdoado, também chama alguém que lhe devia certa quantia bem pequena. Esse devedor também clama ao homem, mas este não o perdoa; pelo contrário, o coloca na cadeia. Por causa dessa atitude o rei fica irado com ele.

O mais impressionante é a atitude do rei, que certamente nos traz um ensino importante de Jesus Cristo. O rei entrega aquele homem aos verdugos: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.” (Mt 18. 34).

Verdugos são carrascos. E carrascos são indivíduos que são responsáveis por aplicar penas corporais e psicológicas que tem como finalidade afligir o torturado e fazer-lhe sofrer pelo crime que cometeu. Ou seja, esse ensino de Jesus através dessa parábola, mostra que quem não perdoa sofrerá torturas. Certamente haverá muito sofrimento na vida da pessoa que não perdoa. Um sofrimento semelhante a uma tortura feita por carrascos. A falta do perdão gera esse sofrimento.

Daí a grande importância dada por Jesus ao perdão. Jesus também mostra nessa parábola que se não perdoarmos, Deus também não nos perdoará. E sem o perdão de Deus estamos em pecado, e em pecado, estamos abertos as grandes torturas do inimigo. Infelizmente conheço muitas pessoas que sofrem com problemas psicológicos e até físicos que tem como causa a falta de perdão.

Por isso, cabe a nós perdoarmos. Não só porque isso será a nossa libertação das mãos dos “torturadores”, mas também porque, fazendo assim, estamos imitando e obedecendo o Senhor que tem nos perdoado grandes dívidas diariamente. “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef 4. 32). 

Saia das mãos dos torturadores, perdoe!



Por André Sanchez
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