18 de jul de 2011

A esperança da ressurreição



No Livro de Jó, nos Salmos e nos Profetas há referências à crença na vida futura ou na imortalidade. Registrando um fato-símbolo, o livro de Jó ilustra, de modo vívido, a crença na imortalidade e a correspondente realidade da vida futura. ''Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei   por mim mesmo, os meus  olhos o verão, e não outros''(Jó 19.25-27).
Depois de ter sido arrastado à mais profunda miséria - pois perdeu todos os seus bens, os filhos e a saúde - Jó, em meio a dores e sofrimentos indescritíveis, abre a sua boca e entoa o cântico de fé que acabamos de transcrever!
''Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e deu-lhe o dobro de tudo quanto antes possuía'' (Jó 42.10). Ainda nesta vida, Jó sentiu, Jó experimentou as bênçãos do Redentor em quem confiara, pois foi levantado da miséria em que se achava, e provou de novo a plenitude da vida que perdera!
Para ele houve, de fato, verdadeira ressurreição. Jó, que confiava em Deus e esperava nele, sabia que, ele veria a Deus com os seus próprios olhos de sua personalidade sobrevivente. Isaías diz que a sepultura não pode louvar a Deus nem a morte pode glorificá-lo, mas os vivos, estes sim o louvarão! (Isaías 38.18-19).
No Velho Testamento, a idéia de imortalidade ou vida futura está indissoluvelmente associada à relação que o homem, como criatura, tem com Deus, o Criador. Criado à imagem e semelhança de Deus, o homem pode conhecê-lo e pode entrar em comunhão com ele, e esta comunhão que começa aqui, se prolonga através toda a eternidade.
Paulo, em II Coríntios 5.1, fala-nos de duas casas: ''Sabemos que, se nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus''. A personalidade humana, que consta de espírito,  alma e corpo, expressa-se pelo corpo que é a nossa ''casa terrestre'', o ''tabernáculo'' atual. Pedro usa a mesma linguagem (I Pedro 1.13-15), falando claramente de sua partida ou morte, que se avizinhava. A morte do corpo - a demolição da casa terrestre -  não nos deve atemorizar, como se estivéssemos de ficar sempre sem habitação, porque ''sabemos'' que, pela ressurreição, vamos ter uma ''casa'' adaptada ao ambiente do céu, a qual não será desfeita, porque é ''eterna''!
Enoque e Elias (Gn. 5.24 e II Rs 2.11-12), respectivamente, receberam a bênção da incorrupção, pois não provaram a morte nem os seus efeitos. Na cena da Transfiguração, Elias aparece falando com Jesus, provando, portanto - bem como Moisés -, estar vivo e no gozo de plena consciência, não obstante ter desaparecido deste mundo há muitos séculos. Vejam-se Salmo 49.15 e Salmo 73.24.
Como ''imagem de Deus'', o homem é personalidade que não pode extinguir-se (Gn 1.27), pois ele foi criado para a imortalidade. Paulo diz: ''Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita'' (Rm 8.11). Por isso, o verdadeiro crente, que conhece as Escrituras, não teme a menor dúvida quanto ao seu futuro glorioso: ''sabemos...''.
O Senhor pode vir a qualquer momento e, em vez de morrermos, seremos transformados, revestidos de nossa habitação celestial. Nossa preferência não é morrer e aguardar a ressurreição, e sim ser transformado num abrir e fechar de olhos. Todavia, se o Senhor ausente demorar em vir, nós, que corporalmente O temos ausente, só temos a lucrar em sermos desprendidos do corpo a fim de irmos imediatamente habitar com o Senhor. Se para nós o viver é Cristo, então o morrer é lucro!

Fonte: Guia-me

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