18 de jul de 2011

Campanha de 50 dias de oração pelos países do Oriente Médio



O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico, no qual se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação da parte de Alá, por meio do anjo Gabriel, dos primeiros versos do Alcorão. De acordo com o islamismo, Maomé estava andando em um deserto perto de Meca em 610 d.C. Isso aconteceu onde atualmente localiza-se a Arábia Saudita. Certa noite, uma voz vinda do céu o chamou. Segundo a tradição foi a voz do anjo Gabriel que falou que Maomé tinha sido escolhido para receber a palavra de Alá. Nos dias posteriores, Maomé começou a falar os versos que seriam transcritos, compondo o Alcorão.
A cada ano, o início do Ramadã é baseado na combinação das observações da Lua e em cálculos astronômicos. O término do Ramadã é determinado de maneira semelhante. Pelo fato de o islamismo usar um calendário lunar, o início e término deste período de jejum varia de ano para ano, podendo ser realizado em diferentes meses e estações. Em 2011, o Ramadã será celebrado do dia 1º a 30 de agosto.
O calendário lunar é baseado na observação das fases da Lua, em que o início de cada mês é identificado com a visão de uma nova Lua. Este calendário tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar usado na maior parte do mundo ocidental. Portanto, o Ramadã é um dos mais tradicionais e importantes eventos anuais para os muçulmanos e compõe um dos cinco pilares (Shahada – profissão de fé, Salah – cinco orações diárias, Sakat – caridades, Ramadã/Suam – jejum e Hajj – peregrinação a Meca), ou obrigações, da fé islâmica.

As implicações do Ramadã nos pobres

O aumento dos preços dos direitos comuns, tais como alimentos para animais e outras necessidades diárias em países muçulmanos durante o mês de jejum, acrescentam um enorme sofrimento para o povo pobre. Os muçulmanos consomem mais alimentos e artigos de luxo durante o ramadã do que em outras épocas do ano.  Um homem em jejum vai consumir mais alimentos no total do que um homem que não está em jejum na mesma família.  Devido à alta procura desses alimentos e artigos os governos aumentam a oferta dos gêneros e consequentemente os comerciantes não conseguem manter os preços baixos. Além disso, nessa época muitos muçulmanos costumam chegar mais tarde e sair mais cedo do trabalho.

O significado para os muçulmanos

Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade. É neste período que eles têm de demonstrar maior zelo religioso e cuidado com os pobres e marginalizados da sociedade. Se alguém comer, beber ou tiver relações sexuais durante este período, deverá alimentar 60 pobres ou jejuar por 60 dias.
Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites em orações conhecidas como Tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa deve ter sido recitada.
O Ramadã tem para os muçulmanos um significado espiritual; eles acreditam que através da oração e jejum podem se aproximar de Alá, renovar a fé, reforçar os valores da família, e ter uma maior compreensão de seu papel civil e religioso na comunidade, tanto individual quanto coletivamente. Além disso, é o período no qual os muçulmanos leem mais assiduamente o Alcorão e aumentam sua participação em reuniões nas mesquitas. Mas é também um período de muita festividade e confraternizações entre os muçulmanos — em alguns lugares os dias do eid ul-fitr (quebra do jejum) são considerados feriados.

Quem deve ou não praticar

A Jurisprudência Islâmica assim define o jejum: O Jejum é obrigatório para todo muçulmano que tenha atingido a puberdade e que goze de perfeita saúde física e mental.
Todos os jovens devem jejuar quando atingem a puberdade, e o primeiro jejum de uma pessoa na comunidade muçulmana é algo para celebração e festa. As grávidas, lactantes, as que estão no período menstrual, crianças, idosos e aqueles que estiverem doentes ou viajando, são dispensados de praticarem o ramadã.
A isenção temporária do jejum é baseada nas circunstâncias individuais que precisam ser analisadas durante o mês sob conselho de um Imã (líder religioso) ou por um estudioso islâmico. No entanto, na maioria dos casos os dias de jejum perdidos terão de ser compensados por um número de dias iguais, a qualquer momento antes do próximo ramadã. No caso de um doente terminal ou de uma doença incurável, a pessoa deixa de jejuar definitivamente, tendo que dar uma refeição a um necessitado para cada dia não jejuado, ou o equivalente ao valor de uma refeição, caso tenha condições para tal. Caso contrário não está obrigado a nada.

Pedidos de oração

Campanha de 50 dias de oração pelos países do Oriente Médio
O mundo acompanhou no inicio de 2011 vários conflitos que levaram presidentes de nações como a Tunísia e o Egito a deixarem os cargos que ocupavam há décadas. Países como Iêmen, Jordânia, Líbia e outros do Oriente Médio também enfrentaram protestos contra seus governantes, o que obrigou alguns deles a mudar cargos e gabinetes.
Nessas nações existem milhares de cristãos que, além de enfrentar problemas sociais como a miséria, enfrentam questões muito mais complicadas pelo simples fato de serem cristãos. A sociedade, o governo e os familiares os perseguem e rejeitam sua opção religiosa, principalmente quando eles deixam o islamismo para se tornarem cristãos. Em alguns países, essa escolha é considerada crime passível de morte. Mesmo assim, muitos estão se convertendo e experimentando uma vida com Cristo.
Para que esses nossos irmãos não desanimem, eles precisam de nossa intercessão. Precisamos orar para que as mudanças favoreçam a liberdade religiosa, pois dependendo de quem governar países como o Egito, as minorias podem ter seus já limitados direitos completamente violados. Vamos nos unir em oração nesse momento importante para a História da humanidade e para o Corpo de Cristo.

FONTE: Portas Abertas

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