20 de jul de 2011

O Mundo na Igreja



                                                            Por Rubinho Osório


Quando Paulo recomenda, em Ro 12.2: “Não vos conformeis com este mundo”, está dizendo “não tomeis a forma deste mundo”
Quando Cristo diz: “Ide por todo o mundo”, está nos mandando penetrar o mundo para evangelizá-lo. Quando lemos em Jo 3.16 “Deus amou o mundo”, está falando do mundo perdido que precisa da salvação. É o mesmo mundo referido por João em lJo 1.15-17: “Não ameis o mundo”. Quando Cristo diz em Mt. 5.13-16 “Vós sois a luz do mundo... vós sois o sal da Terra...” de tal maneira brilhe a vossa luz diante dos homens...” está nos dizendo que esse mundo mau, perdido, “posto no maligno” (1Jo 5.l9) precisa ser iluminado, influenciado vigorosamente pela vida dos cristãos. Mas, onde está o mundo referido em todos os textos acima? – Não está longe de nós; está bem junto de nós, pior ainda quando está dentro de nós mesmos, e por isso dentro da Igreja.
Mas pode isso acontecer? – Não só pode, como tem sido uma triste realidade em todos os tempos.
Satanás tentou e derrubou Adão e Eva ainda no Jardim do Éden; o povo de Israel se deixou seduzir muitas vezes, até o ponto de rejeitar o Messias quando Ele veio (“veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam” - Jo 1.12). O mundo penetrou na nascente Igreja de Jerusalém quando Ananias e Safira se deixaram seduzir pelo valor de sua propriedade (At5.1-2). O mundo se manifestou dentro da Igreja em Antioquia quando Pedro se tornou repreensível e foi repreendido por Paulo (Gl 2.11).
É dessa infiltração do mundo na Igreja que Jesus fala em Mt 7.21-23: ...
É isso que acontece também nos dias de hoje quando filosofias vãs e práticas seculares são introduzidas sorrateiramente na Igreja, até nos altos escalões dela.
É o que acontece quando membros da Igreja participam de todo trabalho da Igreja, mas em sua vida particular e íntima vivem como incrédulos: jovens e adultos se prostituindo, com adolescentes engravidando, tesoureiros praticando a apropriação indébita, Igrejas adotando a prática do “Caixa 2”, pastores e presbíteros se corrompendo mutuamente ao fazerem mútuas concessões morais e espirituais, concílios superiores deixando de cumprir suas missões específicas, Igrejas e pastores que abandonam os pobres e maltratam os insatisfeitos.
“Mas não é possível que tais coisas aconteçam”, dirão crentes indignados. “A Igreja está sendo caluniada!”, imaginam ingenuamente. Pois tudo isso e muito mais já tem acontecido e posso relatar com detalhes se preciso for: desfalques, prostituição, pastores se prostituindo, abandonando suas famílias, outros mercadejando com a Palavra de Deus e com o pastorado da Igreja, concílios se acumpliciando com pastores infiéis, tomando decisões inconstitucionais, “nulas de pleno direito” (art. 145 da Constituição da Igreja Presbiteriana).
O exemplo mas gritante é o dos Estados Unidos, com pastores homossexuais e pastoras lésbicas; aqui mesmo há igrejas sendo aos poucos transformadas em clubes e empresas. E quando alguém não se conforma e não pactua com tais práticas mundanas, é taxado de “ranzinza”, “perturbador”, “rebelde”, é execrado e confinado. Direitos lhe são tirados para que se cale, como se pudesse calar o atalaia fiel.
Quem diz tudo isso, e pode provar, se julga perfeito? Não! Também sou imperfeito, mas não erro dolosamente, conscientemente, nem me torno cúmplice, pelo silêncio, de colegas e concílios que resolveram entrar em caminhos tortuosos.
Deus nos ajude e salve a Sua Igreja”

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