5 de out de 2011

Nota Explicativa do Pastor Zé Bruno

Zé Bruno, vocalista da banda Resgate e ex Igreja Renascer, é acusado de participar de esquema de corrupção quando era deputado
O Pastor Zé Bruno, ex-Bispo Primaz da Igreja Renascer em Cristo e hoje líder da Igreja A Casa na Rocha, foi acusado de vender emendas na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, quando era deputado. O vocalista da Banda Resgate exerceu mandato de Deputado Estadual entre Março de 2007 e Março de 2011.
Segundo o Jornal “O Estado de São Paulo”, uma testemunha que depôs na Corregedoria-Geral da Administração, afirmou que um homem que freqüentava o gabinete do ex-deputado, mas que não era funcionário, entregou um maço de notas a Zé Bruno. “Vi Fabrício entregar nas mãos do deputado José Antonio Bruno (DEM) um maço de notas de R$ 100″, disse a testemunha C.A.A.V. Segundo as investigações, a cena descrita teria ocorrido em Agosto de 2009.
C.A.A.V., que depôs na Corregedoria, identifica-se como “Pastor Evangélico Autônomo” e em seu depoimento, afirma que viu uma cena que o homem “chegou muito eufórico na sede do gabinete, cumprimentou a todos e entrou direto na sala do deputado”. Segundo o relato de C.A.A.V. a porta da sala ficou entreaberta e “então eu ouvi ele (Fabrício) dizer ao deputado José Antonio Bruno: ‘Deputado, tá aqui a emenda’. Ato contínuo eu vi Fabrício entregar nas mãos do deputado um maço…”
O depoimento dessa testemunha reforça as denúncias feitas pelo Deputado Roque Barbieri (PTB) de que haveria um esquema de venda de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa. O esquema denunciado por Barbieri consistiria em uma negociação em que os deputados “venderiam” suas cotas de verbas no Orçamento do Executivo a prefeitos e empreiteiros.
Ainda segundo a reportagem do jornal, Zé Bruno teria negado envolvimento com o caso. “Não faço isso”. Porém, o ex-deputado afirma suspeitar que um assessor da Assembleia, identificado apenas como “Cremonesi”, participasse de negociações para a venda de emendas.

O Pastor Zé Bruno divulgou a seguinte nota Explicativa:
Nota Explicativa

Uma matéria envolvendo meu nome que foi publicada no Jornal O Estado de S. Paulo nesta manhã de terça feira, 04/10/2011, dá conta de que uma pessoa por iniciais C.A.A.V. declara ter presenciado em meu gabinete em 2009, uma cena na qual eu receberia dinheiro em notas de R$ 100,00 provenientes de acordos de venda de emendas parlamentares. Respondi ao Jornal que este fato nunca aconteceu, nem sabia de tal denuncia pela corregedoria, ou seja, não fui notificado.

Em primeiro lugar uma pessoa que faz tal coisa desonesta, não o faz de forma aberta, dentro de sua sala, dentro da Alesp com sua porta aberta, além de desonesto me acusam de ser ignorante, não sou nem uma coisa nem outra.

Em segundo lugar, o ônus da prova é de quem acusa, aguardo as provas de tal fato. Meu mandato terminou em 14 de março deste ano, portanto minhas declarações de imposto de renda, o fechamento das contas do gabinete e minha declaração de bens antes, e depois do mandato são públicos.

Por fim a pessoa denunciante com estas iniciais e que consta nos documentos, e que na matéria se diz um pastor, que trabalhou comigo, só existe um. Não tive acesso aos autos, mas creio ser Carlos Alberto Alves Vianna, conhecido como Bispo Carlinhos. Ele se apresenta como pastor autônomo de maneira falsa, ele é Bispo da Igreja Renascer e parte integrante de sua diretoria como um dos dez conselheiros. Foi exonerado por não comparecer no dia a dia de trabalho.
É feita a acusação, enviada a um jornal, e um email do Yahoo que tem o nome falso da Casa da Rocha foi criado, e está sendo enviado a todos os membros da Igreja Renascer e recebido por muitos de nossos membros, contendo o link da matéria a meu respeito, evidente tentativa desesperada de manchar meu nome.

Há um ano e meio tenho sido chamado de Judas, traidor, Ló, filho do diabo, através das redes sociais e comentários de duplo sentido em meios de comunicação ligados à Igreja Renascer desde meu desligamento. Isso é fato.
Diuturnamente as acusações de que em meu mandato havia desonestidade eram feitas por pessoas ligadas à Igreja Renascer. Tentativas outras de utilizar a mídia já foram feitas, tenho provas e apresentarei judicialmente. No momento oportuno serão divulgadas.
Não me preocupa o depoimento de outras pessoas que comigo trabalharam e que eram ligadas à Igreja Renascer, são testemunhas tendenciosas. Os funcionários que não eram evangélicos e os que eram de outras Igrejas e que não estão debaixo de tal influência podem atestar meu comportamento.

Lamento que você irmão tenha que passar por tal dissabor proveniente de pessoas que com estas atitudes demonstram seu caráter.
Quem acusa deve demonstrar a prova das acusações, como isso não acontecerá, ingressarei judicialmente contra o acusador por Calúnia e Difamação para reparação dos danos a mim causados.

José Bruno

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