27 de out de 2011

Os neopentecostais e a doutrina da rebeldia espiritual.


Por Renato Vargens

Existem pastores que se sentem donos do rebanho e como tais acham que suas ovelhas devem acatar todas as suas determinações.

Os profetas de GEZUIS acreditam que possuem o direito de determinar regras, estabelecer novas doutrinas, além é claro de obrigar os membros de suas igrejas a rezarem segundo as suas cartilhas. Nesta perspectiva, a vontade dos profeteiros em questão é comparada a vontade de Deus e opor-se a ela significa cometer o pecado de rebeldia. 

Em estruturas como estas, é absolutamente comum exigir-se dos crentes, submissão total. Em tais comunidades, a vida cristã é regida exclusivamente por um sistema onde ditadura e arbitrariedade se misturam. Infelizmente, aqueles que porventura ousam opor-se a este estilo de liderança, sofrem sanções das mais estapafúrdias possíveis sendo chamados de rebeldes e tornando-se passíveis de punição, cuja consequência final é a exclusão e exposição pública. 

Há pouco soube da história de um jovem que por ter questionado a direção arbitrária do pastor de sua igreja, o qual em nome de Deus conduzia o rebanho com mão de ferro, foi taxado de insubmisso. Pois bem, o rapaz não suportando as loucuras apostólicas do seu líder, saiu da igreja juntamente com outros irmãos sendo acusado de rebelde inconsequente.

Caro leitor, infelizmente, em nome de Deus, existe um bocado de gente que roga “pragas e desgraças” àqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus sonhos e vontade. Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do pastor quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”. 

Pois é, se não bastasse esse grande imbróglio, os membros das comunidades despóticas vivem em constante estado de pavor, isto porque, em virtude do pânico impetrado pelos ditadores da fé, temem sofrer sanções espirituais, levando-os a uma vida cujo comportamento é quase que esquizofrênico. 

Isto posto, sou obrigado a afirmar que a igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando pra trás valores, virtudes e princípios como afetividade, amor e respeito.  

Caro amigo, nosso compromisso é com Deus e com as Escrituras. Em outras palavras isso significa dizer que a obediência ao pastor não deve jamais contrapor-se as verdades da Bíblia, e que aqueles que invocam para si autoridade acima das Escrituras, devem ser repreendidos, ainda que  isso os levem a serem taxados de  rebeldes.

Soli Deo Gloria,

Fonte: Renato Vargens em seu Blog

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