18 de out de 2011

Padre Marcelo diz não gostar de gato porque é traiçoeiro; ongs protestam

Em missa para mais de dez mil fiéis e com transmissão pela TV, o padre Marcelo disse no começo deste mês que gosta de cachorro, mas não de gato porque se trata de um bicho traiçoeiro. O padre tem três cachorro e foi mordido pelo vira-lata de sua mãe.

Organizações não governamentais e pessoas protetoras de animais estão exigindo do padre uma retratação para o que entendem que foi um preconceito contra o felino.

Juliana Bussab, da ong Adote Um Gatinho, por exemplo, disse que o padre deveria evitar esse tipo de comentário porque é uma pessoa formadora de opinião.

Disse que, quando pessoas públicas dizem esse tipo de coisa, o número de adoção de gato cai. “É a fala de um padre católico em um país católico. É claro que isso tem peso.” A ong já conseguiu adoção para 4 mil gatos.

Por intermédio de sua assessoria, o padre falou ao Jornal da Tarde, de São Paulo, que a sua afirmação foi “uma brincadeira” e que não vai mais se manifestar sobre o caso.

Para a epidemiologista Angela Bellegarde, “não foi brincadeira de maneira alguma”, [porque] “ele deixou claro o seu preconceito”.

A psicóloga Thelma Nóbrega Resende disse que o padre Marcelo “deveria procurar conhecer melhor a natureza do gato, antes de dizer um absurdo que só vai condená-lo ao abandono.” Ele tem dez gatos.

Na internet, há um abaixo-assinado para que o padre se retrate.

Na Idade Média, a Igreja Católica foi perseguidora de gatos. O papa Gregório IX afirmou na bula Voz in Roma que o gato preto era diabólico, com “a cor do mal e da vergonha”.

Na Inquisição, muitas pessoas foram mortas sob tortura após confessar que veneravam o demônio na figura de um gato preto.

Padre já foi mordido no olho por um cachorro

   


Fonte: paulopes

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