3 de out de 2011

Refletindo sobre as musicas tocadas nos cultos evangélicos.


Por Renato Vargens
Há pouco participei de um culto onde o momento de louvor  com música foi uma pulação só. Depois de  mais de uma hora de muitos gritos, saltos e urros espirituais, o pastor embuido de uma espiritualidade opaca me avisou que o sermão não deveria passar de  30 minutos, isto porque, a hora havia passado e já estava tarde demais.

Pois é, ultimamente tenho pensado nas canções cantadas em nossas igrejas. Aliás, vale a pena ressaltar que a esmagadora maioria dos denominados cultos evangélicos dedicam muito mais tempo a música do que qualquer outra coisa. Infelizmente os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus. Para piorar a situação, as músicas cantadas pelos denominados artistas gospel, nem o nome de Cristo mencionam mais. Veja por exemplo a canção "Tire os pés do chão" do ministério "Toque no Altar" que incentiva o crente a festejar, dançar e tirar os pés do chão.

Quem me viu dizia
Não poderá alcançar
Mas sou irresistível
Não vou mais parar
Este é um novo dia
A nova casa é maior
É tempo de alegria posso festejar
Por tudo o que vi, E o que virá.
Vou tirar os pés do chão, E festejar, festejar!!!
O impossível se rendeu. Eu posso dançar, dançar!!!
Diante das muralhas, Eu vou gritar.
Sobre os portões do inimigo, Vou saltar... 

Caro leitor, participar de alguns cultos é um verdadeiro desafio, isto porque as canções entoadas em nossos cultos são absolutamente desprovidas de graça. Infelizmente  numa liturgia preponderantemente hedonista, este tipo de evangélico é extravagante, quer de volta o que é seu, necessita de restituição, determina a prosperidade, toca no altar, pede chuva, canta mantras repetitivos erotizando sua relação com Deus, desejando da parte do Criador, beijos, abraços e colo. 

Prezado amigo, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.

Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a uma adoração cristocêntrica extirpando das nossas liturgias essa pulação inconsequente que em nada contribui para o engrandecimento do nome do Senhor.

Soli Deo Gloria!
Fonte: Renato Vargens

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