23 de nov de 2011

Ascensão e queda dos reinos do mundo


Ascensão e queda dos reinos do mundo
Referência: Daniel 8.1-27
INTRODUÇÃO
1. O tempo da visão – v. 1
• No ano terceiro de Belsazar, dois anos depois da visão do capítulo 7. A partir de agora, o livro volta a ser escrito em Hebraico, porque está diretamente ligado ao povo judeu. Este capítulo 8 é paralelo aos capítulos 2 e 7 de Daniel.
2. A natureza da visão – v. 1,2
• Essa visão não é um sonho como a do capítulo 7. Daniel foi transportado em espírito até Susã e foi transportado através do tempo.
3. O local da visão – v. 2
• Deus transportou Daniel a Susã não fisicamente, mas em espírito. Susã era o local onde havia o templo de Dagon. Era cidade importante mesmo depois da queda da Babilônia, onde os reis medo-persas residiam por três meses ao ano.
4. A abrangência da visão – v. 17,19,26
• A visão se refere ao tempo do fim (v. 17), ao tempo determinado do fim (v. 19), e a dias ainda muito distantes (v. 26).
• A visão é profética. É recebida no período da grande Babilônia e aponta para o surgimento e queda de dois grandes impérios: Medo-Persa e Grego.
• A visão fala do surgimento de um rei que é protótipo do anticristo escatológico (o pequeno chifre). Esse pequeno chifre do capítulo 8 é diferente do pequeno chifre do capítulo 7. O capítulo 7 fala do anticristo escatológico que emerge do quarto reino (Romano). O pequeno chifre do capítulo 8 emerge dos quatro reis oriundos da queda do grande rei grego, Alexandre Magno. Esse pequeno chifre é o maior protótipo do anticristo escatológico.

5. A reação ante a visão – v. 17,18,27

• Daniel ficou amedrontado e prostrado diante da visão de Gabriel, o agente de Deus que lhe revelou a interpretação da visão (v. 17).
• Daniel caiu sem sentidos, rosto em terra, quando Gabriel fala com ele. Aqui não é tanto o esplendor do anjo, mas o conteúdo da revelação: A queda da Babilônia.
• Daniel ficou fraco e enfermo diante dos fatos futuros que haveriam de vir.
• Essa visão prova que Deus é quem dirige a história. Ele está no comando.
I. A VISÃO DO CARNEIRO – V. 3-4,20
1. Tinha dois chifres – v. 3,20
• Esta é uma descrição do Império Medo-Persa que se levantaria para conquistar a Babilônia. Na mesma noite em que o rei Belsazar fazia uma festa, onde zombava dos vasos do templo, caía a poderosa Babilônia nas mãos dos medo-persas.
• O chifre mais alto é uma descrição do poder prevalecente dos persas na liderança do império. Siro, o grande tomou o lugar de Dario. Em 550 a.C., Siro tomou o controle da Média. Assim, se cumpriu a profecia.
• O carneiro persa derrotou a Babilônia e por algum tempo, tornou-se senhor do mundo. Mas Daniel viu sua ascensão e queda 210 anos antes do fato acontecer.
2. Era irresistível – v. 3,4
• A união dos medos e persas em um só império criou um exército poderoso que conquistou territórios para oeste (Babilônia, Síria e Ásia Menor), ao norte (Armênia) e ao sul (Egito e Etiópia).
3. Engrandeceu-se – v. 4
• Nenhum exército naqueles dias podia resistir ou deter o avanço do reino medo-persa. Isso levou esse reino tornar-se opulento, poderoso, cheio de soberba. Por isso, engrandeceu-se e aí estava a gênese da sua queda.
II. A VISÃO DO BODE – V. 5-8,21
1. A rapidez de suas conquistas – v. 5, 21
• Esse bode representa o império Grego (v. 21).
• As conquistas de Alexandre foram extensas e rápidas. Em apenas 13 anos conquistou todo o mundo conhecido de sua época.
• O império medo-persa foi desmantelado, dando lugar ao império grego.
• Em 334 Alexandre cruzou o estreito de Dardanelos e derrotou os Sátrapas. Pouco tempo depois venceu Dario III na batalha de Issos (333 a.C.). Em 331 venceu o grosso das forças medo-persas na famosa batalha de Gaugamela.
2. O poder do líder – v. 5
• Alexandre é descrito como O CHIFRE NOTÁVEL. Foi um líder forte, ousado, guerreiro. Era um homem irresistível. Um líder carismático, um homem de punho de aço.
3. O triunfo contra o carneiro – v. 6-7
• O poderio e a força de Alexandre são descritos na maneira em que enfrentou o carneiro: 1) Fere-o; 2) Quebra seus dois chifres; 3) Derruba-o na terra; 4) Pisoteia-o.
4. Engrandecimento e queda – v. 8
• O engrandecimento de um império é ao mesmo tempo prelúdio de sua queda e decadência. Quanto mais se aproxima o clímax do seu poder, tanto mais perto está também de seu fim. A Grécia não foi uma exceção (v. 8).
• O v. 8 profetiza a morte inesperada de Alexandre Magno na Babilônia em 323 a.C., exatamente quando ele queria reconstruir a cidade da Babilônia, contra a palavra profética de que a cidade jamais seria reconstruída.
• Com a sua morte, o Império Grego foi dividido em quatro partes, entre quatro reis: Casandro, Lisímaco, Ptolomeu e Selêuco. A profecia acerca de Alexandre cumpriu-se literalmente 200 anos depois da profecia dada a Daniel.
III. A VISÃO DO PEQUENO CHIFRE

1. Sua procedência – v. 8,9,22

• O pequeno chifre do capítulo 8 não deve ser confundido com o pequeno chifre do capítulo 7:8. A origem do 7:8 é o quarto império (Roma). A origem do 8:9 é o bode, o terceiro reino: O império Grego.
• O pequeno chifre do capítulo 8 é um personagem futuro e profético para Daniel, mas para nós, um personagem do passado, enquanto o pequeno chifre do capítulo 7:8 é um personagem escatológico para Daniel e para nós.
• O pequeno chifre de Daniel 8:9 é o principal precursor do anticristo escatológico. Principal porque muitos anticristos precursores do anticristo escatológico já passaram pelo mundo (1 Jo 2:18), mas nenhum reunia em si tantas características como este de Daniel 8:9.
• Este pequeno chifre do capítulo 8 é o rei selêucida Antíoco IV, chamado de Antíoco Epifânio, que reinou na Síria entre 175 a 163 a.C.
2. Sua megalomania – v. 11,25
• Ele se engrandeceu. No seu coração ele se engrandeceu. Antíoco declarou ser deus. Mandou cunhar moedas que de um lado tinha a sua efígie e do outro palavras: “Do rei Antíoco, o deus tornado visível que traz a vitória”.
3. Sua truculência – v. 9,10
• Alguns imperadores romanos identificaram-se com o anticristo como Nero e Domiciano, por exigirem adoração. Hitler pela sua feroz perseguição aos judeus. Outros governadores antigos e contemporâneos por perseguirem os cristãos como no regime comunista. Mas ninguém se assemelhou tanto como Antíoco Epifânio.
• Antíoco foi um feroz perseguidor dos judeus (Dn 8:24). Porque os fiéis judeus não se prostravam aos ídolos foram duramente perseguidos por ele. Calcula-se que 100.000 judeus foram mortos por ele.
• O anticristo escatológico também será implacável em sua perseguição aos cristãos (Ap 13:15).
4. Sua blasfêmia – v. 23-25
a) Será um usurpador – Como o anticristo vai querer usurpar o lugar de Cristo (oposto a – em lugar de), Antíoco também foi um usurpador. NO seu tempo a Palestina pertencia ao Egito dos Ptolomeus. Mas ele astuciosamente (Dn 8:23-25) aproveitou-se da divergência entre os judeus que estavam divididos em dois partidos, e levou-os a se aliarem a ele, rompendo com o Egito. Quando os judeus se aliaram a ele, ele os explorou e os perseguiu cruelmente até à morte.
b) Padronização da religião – O anticristo imporá uma única religião em seu reino e perseguirá e matará os que não se conformarem a ele (Ap 13:12,15). Antíoco fez isso em seu reino. A posse do livro Sagrado (VT) e a observância da lei de Deus era punidas com a morte. Muitos judeus foram mortos por se manterem fiéis.
c) Ele se levantará em tempo de grande apostasia – Assim como a apostasia do tempo do fim abrirá a porta para o anticristo (2 Ts 2:3-4), assim também muitos judeus haviam se afastado da lei de Deus e adotado costumes dos gentios (Dn 8:12,23). Deus castigou a Israel por causa dos seus pecados. Quando no fim dos tempos a humanidade estiver suficientemente corrompida, ela estará pronta para receber o anticristo.
d) A proibição dos sacrifícios e profanação do templo – Antíoco fez cessar os sacrifícios na Casa de Deus. Ele saqueou o templo e proibiu os sacrifícios em 169 a.C. (Ap 13:5). Por ordem de Antíoco o templo foi profanado da maneira mais vil, indecente e imoral. O santuário de Jerusalém foi chamado de TEMPLO DE JÚPTER OLÍMPICO. Ele profanou o templo ainda quando mandou matar sobre o altar um porco e borrifar o sangue e o excremento pelo santuário, obrigando os judeus a comerem a carne do porco sob ameaça de morte dentro do templo. Mandou edificar ainda altares e templos dedicados aos ídolos, sacrificando em seus altares porcos e reses imundas. Desta forma, esse rei tornou-se o maior protótipo do anticristo (Dn 9:27; Ap 13:5; 2 Ts 2:3-4). Ele blasfemou contra Deus, contra o culto e contra o povo de Deus.
5. Sua derrota – v. 25
• Antíoco foi queda sem o auxílio de mãos humanas (v. 25). Ele foi morto não em combate, mas por uma súbita doença, quando tentava saquear p templo de Diana em Elimaida, na Pérsia. O segundo livro de Macabeus diz que sua morte foi das mais horrorosas.
• A queda do anticristo será assim também. Não será morto num combate humano, mas pela manifestação da vinda de Cristo (2 Ts 2:8).
Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes

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