26 de nov de 2011

Você ainda não chegou ao lar


Por Pr. Oliveira de Araújo
publicado originalmente no boletim da Primeira Igreja Batista de Vitória – ES
Ray Stedman conta a história de um casal de missionários que estava voltando da África para os Estados Unidos. Não tinham aposentadoria, sua saúde estava debilitada, sentiam-se desanimados e estavam apreensivos. Depois de muitos anos de trabalho missionário, lá estavam eles, iniciando sua longa viagem de volta, a bordo do mesmo navio em que estava o Presidente Theodore Roosevelt, presidente dos EUA de 1901 a 1909, que retornava de uma temporada de caça na África.
No momento do embarque, havia uma multidão e uma banda tocando para a despedida do presidente, mas não havia ninguém para se despedir dos missionários. O marido, então, disse à esposa:
T. Roosevelt
- Não é estranho, querida? Aqui estamos nós, sacrificamos nossas vidas no serviço do Senhor, gastamos muitos anos neste lugar, perseveramos no meio de imensas adversidades, perdemos alguns dos nossos filhos e os enterramos aqui. Tudo tem sido tão difícil, mas ninguém realmente se importa com isto, não é? Veja só toda essa festa quando o presidente volta de uma simples excursão de caça! Mas ninguém se importa se fizemos algo de valor para Deus ou não!
- Querido, você não deveria pensar assim! – disse a esposa.
- Não dá para pensar de outra forma. É tudo tão injusto! – reafirmou o marido.
Durante toda a viagem, enquanto cruzavam o oceano, esse sentimento crescia e fervia em sua mente. A amargura foi tomando conta de sua alma e ele disse à esposa:
- Garanto que quando chegarmos a Nova Iorque haverá outra banda para receber o presidente, e ninguém estará esperando por nós. Estaremos sozinhos!
E foi assim mesmo que aconteceu. Quando o navio atracou no porto de Nova Iorque, uma banda tocava as canções preferidas de Theodore Roosevelt, e todas as autoridades da cidade estavam lá para recepcioná-lo. Enquanto isso, o casal de missionários desembarcou completamente desapercebido e foi para um pequeno e antigo apartamento no subúrbio da cidade. Completamente arrasado, o missionário disse à esposa:
- Não é justo, não é justo mesmo! Aqui estamos nós, com pouco dinheiro e sem saber quem vai cuidar de nós. Deus nos prometeu grandes coisas, mas nada aconteceu. Entregamos a Ele tudo o que tínhamos e o que Ele fez por nós? Agora veja o que acontece: quando o presidente sai para uma temporada de caça fazem uma festa! Isto não é justo!
- Querido – ponderou a esposa, outra vez – eu entendo, mas esta não é a atitude certa. Você não deve pensar assim. Porque você não vai até o quarto, conversa com o Senhor sobre tudo isso e ouça o que Ele tem a te dizer?
E ele foi. Entrou no quarto e ajoelhou-se à beira da cama. Ficou lá por um bom tempo e, quando saiu, seu rosto brilhava. A esposa percebeu que algo tinha acontecido. Então ela perguntou:
- O que houve?
E ele respondeu:
- Eu me ajoelhei e derramei toda essa história diante do Senhor. Contei para Ele que havia achado tudo tão injusto, especialmente que, ao chegarmos à nossa cidade o presidente ganhou aquela grande recepção, enquanto ninguém se importou conosco. Eu disse também que Ele não estava nos tratando direito. Sabe o que o Senhor me disse? Foi como se tivesse Se inclunado e colocado Sua mão no meu ombro, para me dizer: “Mas você ainda não chegou ao lar!”
Apocalipse 21:1-4 E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. | E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. | E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. | E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

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