27 de dez de 2011

Execução de Nadarkhani é Adiada em Quatro Meses



Um alto clérigo iraniano pediu que a decisão sobre a execução do 
pastor Yousef Nadarkhani fosse atrasada por quatro meses. O líder religioso 
foi condenado em 2009 à morte por não renegar sua fé cristã
Nadarkhani foi preso em 2009 depois de alegadamente protestar sobre 
uma instrução islâmica na escola de seus filhos, Daniel e Yoel. 
As autoridades depois disso o acusaram de apostasia. 
Desde o episódio ele permanece prisioneiro em uma prisão.
Recentemente o tribunal do Irã afirmou que emitiria uma decisão em 
dezembro. Mas depois de se aconselhar com o líder supremo da 
religião islâmica local, que tem voz sobre o sistema judiciário, o ayatolá 
Jamenei, decidiram atrasar a decisão.
O Centro Americano para a Lei e a Justiça (ACLJ) disse que a medida 
pode ser mais uma tentativa de amenizar a enorme pressão internacional 
que o caso gerou. O adiamento pode fazer com que as pressões percam a 
força e a opinião pública esqueça a situação.
Mais de 200 mil americanos assinaram uma petição solicitando a libertação 
do pastor. A secretaria de estado norte-americano Hillary Clinton pediu que 
o Irã “liberte todos os presos de forma imediata e sem condições, 
incluindo o pastor Yousef Nadarkhani".
A esposa do pastor também foi detida com o objetivo de pressionar 
para que o religioso se convertesse. Os filhos do casal, durante esse 
tempo, tiveram que ir morar com parentes.
O casal chegou a receber ameaças de que seus filhos seriam retirado 
deles e entregues a uma família muçulmana. Mas mesmo debaixo de 
toda a pressão e ameaças, os dois se mantiveram firmes em sua fé.
O tribunal iraniano determinou que Yousef era um muçulmano quando 
adotou o cristianismo. A corte declarou que ele seria um apostata 
nacional, apesar de todas as testemunhas declararem que ele não 
praticava o Islã.


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