21 de dez de 2011

MV Bill dá lição de moral e coragem nos evangélicos globais


"Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor" Spurgeon.


Por Marcello Comuna

Deus chamou o seu povo para realizar muitas obras, porém penso que existam três alicerces principais dessas obras. Primeiro, chamar pessoas ao arrependimento, segundo, anunciar o seu Reino e Justiça, e em terceiro, anunciar a salvação através de Jesus Cristo pelo seu sacrifício na Cruz. No meu entendimento, são esses os principais pilares para sustentação de uma vida cristã relevante e subversiva, ou seja, que transforma a ordem das coisas, o status quo.

Jesus certa vez falou sobre separação entre joio e trigo. Na parábola encontrada no livro de Mateus 13.24:30, vemos o Messias dizendo que joio e trigo cresceriam juntos, mas que no tempo certo seriam separados. A interpretação tradicional aponta essa passagem como um anúncio do que acontecerá no juízo final, onde serão separados os verdadeiros cristãos dos falsos. Não discordo dessa interpretação. Mas hoje, quero fazer um link desses versos com o burburinho do momento - O Festival Promessas.

Nós que temos apontado os erros doutrinários das mensagens pregadas pelos cantores envolvidos nessa aproximação com a Rede Globo, nós que temos alertado para a ilusão que a família Marinho tem despertado nos "crentes" - temos sidos ofendidos, cuspidos, vaiados e caluniados como invejosos e hipócritas.

Bem, não preciso me justificar e nem justificar o óbvio. Basta ler as Escrituras para perceber que nossas refutações estão alicerçadas sobre ela. Os adoradores da secularização do evangelho usam a falácia do Espantalho para nos contra argumentar. Criam um personagem para bater como se esse personagem fosse o alvo de nossas criticas. O espantalho em questão é o sucesso dos artistas gospels. Ora, fazer sucesso não é o problema, estar na Globo não é o problema. Seria até muito proveitoso se os que lá chegaram não tivessem se acovardado!

Sim, covardes! Fiz uma análise sobre o discurso dos evangélicos que tiveram no programa do Faustão e não encontrei em seus lábios a verdade genuína do evangelho, encontrei apenas meias verdades.

Aline Barros e Fernanda Brum tiveram a oportunidade de estarem juntas no programa do Fausto Silva, e para meu desgosto, já que considero elas mulheres de Deus, ambas apresentaram um discurso ecumênico, água com açúcar, vago, abstrato. Em certo ponto, passou-se a impressão que elas imploravam para serem aceitas, querendo justificar a música gospel.





Aline diz: Quem não quer uma mensagem dessas?!Eu respondo: Ora, todo mundo quer!
O problema é que a Bíblia diz que muitos não aceitaram e nem aceitarão a mensagem!! Se você está pregando algo que todo mundo aceita, logo, não está pregando o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo!!

Infelizmente, esse discurso se estendeu para o Festival Promessas e por todos os artistas que por lá passaram. O primórdio da mensagem do evangelho que é o arrependimento não foi mencionado. E por que não foi? Por que para falar de arrependimento consequentemente tem que falar de pecado, e ninguém quer falar de pecado dentro do QG da Babilônia, né?!

Mas como nosso Deus é soberano e sua palavra se cumpre, quando os cristãos se calam as pedras clamam!

O movimento Hip-Hop estava chamando atenção no final da década de 90. O rap foi a música da virada do século. Racionais Mc's encabeçaram o respeito que o movimento adquiriu abrindo as portas para outros cantores. Foi o caso do carioca MV Bill, hoje um rapper e um empresário de sucesso.Conhecido pelos versos e discursos contundentes que denunciam as injustiças sociais, o racismo, a corrupção e a violência da polícia nas comunidades carentes, o rapper da Cidade de Deus chegou, assim como os evangélicos, onde jamais imaginariam - Na Rede Globo.

O ano era 2004, eu tomava uma cerveja gelada e aguardava ansioso pela estreia da nossa cultura Hip-Hop naquela tarde de domingo. A música de sucesso do Bill à época era Declaração de Guerra, cuja a letra é uma das mais pesadas do rapper, com críticas que vão do Planalto até a...bem, continue lendo.

Faustão faz a chamada e MV Bill entra para tocar ao vivo e com banda (coisa rara no programa), vestido de vermelho da cabeça aos pés. Os violinos anunciam que a música seria aquela que não acreditávamos que ele tocaria dentro da Rede Globo. Eu pensei: "Vai dar merda!'.

E MV Bill discorre seus seis minutos de música até que chega nos versos que dizem assim:

"...Porque? Pra que? Só tem Paquita Loira! Aqui não tem preta como apresentadora! Novela de escravo a emissora gosta, mostra os negros sendo chibatados pelas costas..."

Fausto Silva se desespera, começa a falar por cima da música dizendo que aquela parte era um improviso. Mentira! Era a letra oficial! Alguém papou mosca e colocaram um subversivo da favela com o microfone na mão no horário nobre! E o subversivo não perdeu a oportunidade! Ao contrário dos "crentes", honrou a sua Zorba!




O interessante é que com essa atitude o Bill ganhou mais respeito e até hoje tem acesso livre na Globo. Depois disso particpou como um professor na Malhação e recentemente até da Danças dos Famosos. Quando somos verdadeiros, mesmo que causemos polêmicas, as pessoas passam a nos respeitar. Já o camaleão que enverga o discurso conforme a situação, pode até ficar confortavel durante um tempo, mas no fim, a suas máscaras sempre caem.

O joio e o trigo se evidenciam nesse momento. Existem aqueles fãs histéricos que apedrejam qualquer um que critique seus ídolos. Aqueles que choram de emoção nos shows da fé.
E existem aqueles que cumprem as ordenanças cristãs deixadas por Paulo em sua carta a Tito. Julgando tudo de acordo com a são doutrina e chorando pelo desrespeito com as Escrituras.

O conceito de evangelismo está totalmente distorcido na mente de milhares de cristãos. Eles estão afirmando que o Festival Promessas foi uma vitória porque o nome de Cristo foi proclamado.

Eu pergunto: Que vitória há nisso?! Se o contexto desse Festival fosse o Egito, a Coreia do Norte, realmente seria uma vitória. Lá, ser cristão dá cadeia e morte! Ficar repetindo o nome de Jesus como se fosse um mantra não O glorifica em nada e muito menos evangeliza alguém.

Estamos vivendo o momento em que joio e trigo estão sendo separados. Em que ovelhas e cabritos estão sendo revelados. Fiquemos firmes!

Deus abençoe.
 


Marcello Comuna (Verbo Primitivo)

Via: Hermes C. Fesrnandes 

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