20 de jan de 2012

A prosperidade e os trouxas.



Por Bispo José Moreno

Quando Abraão se encontrou com Melquisedeque, entregou-lhe o dízimo.
Posteriormente, quando Moisés recebeu a lei no monte Horebe, um dos mandamentos era o do dízimo e das ofertas alçadas.
Os profetas que viveram no tempo da lei, ensinavam que deixar de entregar o dízimo e as ofertas era equivalente a roubar a Deus.
Quando o Senhor Jesus falou sobre o dízimo, disse que deveríamos praticá-lo sem omitir outros preceitos da Lei, como a misericórdia, por exemplo.
Atualmente, há uma pseudoteologia, chamada “da prosperidade”, que na mente de muitos, infelizmente, oblitera a verdadeira teologia da prosperidade ensinada na Bíblia. Nessa pseudoteologia, ensina-se a barganhar com Deus, a plantar em “boa terra” (certos ministérios “aprovados” por Deus). Se você der uma oferta de R$ 900,00 para um desses ministérios, Deus vai prosperar a sua vida abundantemente; se der uma oferta equivalente ao valor do aluguel da casa em que mora, Deus vai lhe dar uma casa própria; se fizer um “sacrifício”, então você deixará de ser empregado e virará patrão; se já for patrão, vai abrir filiais do seu negócio; com um pouco de sorte… quer dizer, de fé, você chegará até a comprar o seu jatinho particular, pois o servo de Deus foi posto por cabeça e não por cauda.
Esse pessoal sem grana das favelas e dos cortiços e os milhões de africanos que morrem de fome todos os dias, são pessoas desprovidas de fé, por isso merecem morrer mesmo.
Se, num ato de extrema loucura, você duvidar dessas promessas de prosperidade e, pior, se você se atrever a falar qualquer coisa contra esse golpe… quer dizer, essa revelação celestial, então você é um “incrédulo”, um “trouxa”, um “bundão” – e deve ser outras coisas que não podem ser ditas na tevê nem aqui, mas imagino que são ditas nos covis… quer dizer, nos gabinetes pastorais. Afinal, a Bíblia ensina que é para nós crermos em Deus e nos seus profetas, é ou não é? Se não crê, você só pode ser um trouxa mesmo.
Mas, se você mandar uma boa oferta para uma dessas “boas terras”, receberá “de graça” uma linda “Bíblia da vitória financeira” e tudo se ajeitará na sua vida. Se mandar o “trízimo”, então, aí é que a coisa ficará boa para o seu lado!
Entretanto, o plano de Deus continua sendo o mesmo desde Abraão, Moisés, os profetas e Jesus: dízimos e ofertas devem ser entregues a “Melquisedeque”, “aos pés dos apóstolos” (leia isso no livro de Atos). Traduzindo: os dízimos e as ofertas devem ser entregues para aquele que está alimentando você biblicamente, aquele que está cuidando da sua alma, aquele que está disponível para você e é solidário quando uma intempérie qualquer vem sobre a sua vida – e não diz que isso está acontecendo porque você não fé.
Outra coisa: apesar de que dízimos e ofertas são mandamentos bíblicos e, portanto, temos o dever de entregá-los, isso, porém, deve ser feito de modo voluntário. Ninguém deve dar o dízimo e as ofertas por obrigação, por pressão, ou, pior, por interesse. O fruto do nosso trabalho deve ser entregue voluntariamente, pois Deus ama ao que dá com alegria, não com tristeza ou por necessidade.
Como é Deus quem nos dá a capacidade de adquir riquezas, o que temos, seja pouco ou muito, é produto da bênção de Deus na nossa vida financeira. Ao separar o dízimo e a oferta, estamos reconhecendo a ação de Deus em nós e sua soberania sobre o nosso dinheiro. E ninguém consegue vencer Deus nessa questão de dar e receber: ele sempre será muito mais generoso do que qualquer um de nós!
Portanto, comprometa-se com aquele que é a voz de Deus na sua vida, entregue-lhe fielmente dízimos e ofertas e depois faça prova de Deus para ver se ele não abrirá as comportas do céu e não derrarará sobre você uma bênção tão grande que você não terá nem onde guardá-la. Você repartirá com os necessitados e nunca terá falta de nada! Palavra do Senhor.


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