20 de fev de 2012

A Paz que os muçulmanos ainda não conhecem


Por: “Dawey” Missionário da JMM no Sul da Ásia
Publicado na Revista da Campanha 2012
da Junta de Missões Mundiais
da Convenção Batista Brasileira
Desde os atos terroristas ocorridos em Nova Iorque, em setembro de 2001, e das guerras no Oriente Médio e no Afeganistão temos ouvido um pouco mais sobre os países de maioria muçulmana. Ter notícias daquela parte do mundo não significa que estamos ouvindo verdades absolutas. Tenho vários amigos muçulmanos e por mais de uma década tenho trabalhado para apresentar-lhes Jesus, o Príncipe da Paz. Não tenho medo de afirmar que a maioria muçulmana, nos mais de 50 países considerados islâmicos, não quer a guerra, mas sim que deseja trabalhar, educar seus filhos, ter uma vida digna.
Na verdade, os muçulmanos são pessoas como nós. Porém, infelizmente, existe uma minoria que, por meio de escolas de pensamentos radicais, tem promovido um grande barulho em muitas partes do mundo. Entendo que a nossa luta é contra o sistema islâmico, comandado por satanás, e não contra os muçulmanos. Estes, afinal, têm sofrido debaixo desse sistema, que não oferece segurança para as famílias e em nenhum momento garante a salvação, mesmo que sejam realizadas todas as obrigações da Lei Islâmica. Nesse sistema, o conceito de paz é bem diferente da que é proposta aos que realmente seguem Jesus Cristo, o Senhor e Salvador.

O Conceito de paz no Islamismo

Inicialmente precisamos entender quais são os livros que guiam a vida dos muçulmanos. No islamismo, o Corão (ou Alcorão) é o livro sagrado. Dos vários nomes atribuídos a ele, o mais famoso é “A Mãe dos Livros” (Umm al-kitab). Segundo os muçulmanos, o Corão é o selo dos livros, escrito na língua árabe pelo próprio Deus (Alá) e enviado a Maomé pelo arcanjo Jibril (Gabriel). O profeta Maomé é considerado o selo dos profetas e o mensageiro de Deus. Durante a vida de Maomé, vários de seus seguidores observaram todos os detalhes e ações do profeta e, após sua morte, escreveram livros sobre tudo que ele fez. Desde conselhos para uma vida feliz até como cuspir sementes de melancia estão lá registrados. Essas coleções de livros são chamadas de Hadith. Basicamente, o que regula a vida do muçulmano está escrito no Corão e nos Hadiths.
A coleção mais conhecida foi escrito por Sahih al-Bukhari. Esse homem escreveu, no volume 4, livro 52, que Abu Huraira, um dos companheiros do profeta, narrou que a guerra é um engano; isto é, deve-se evitá-la mesmo que haja a necessidade de mentir (no islamismo existem alguns tipos de mentira que são aceitas e não são computados como más obras. São elas: salvar sua própria vida, efetuar a paz para reconciliação, persuadir uma mulher numa viagem ou expedição, etc.)
O Corão tem muitos versos incentivando a paz, mas também existe o que se pode chamar de contradição. A sura (Capítulo) 8 e ayat (verso) 61 diz que:
se os não-crentes (ou seja, os não muçulmanos) propuserem paz, aceite-a e creia em Alá, pois Ele é quem tudo ouve e que tudo conhece.
Já a sura 47 e ayat 35 diz que:
os muçulmanos não devem ter paz diante de não-crentes (não muçulmanos).
Os exegetas muçulmanos, para justificar esta e outras contradições dentro do Corão, desenvolveram o conceito de ab-rogação (an-naskh). Assim, dizem que a sura 8 foi revogada ou abolida pela sura 47.
Ao ler o Corão e os Hadiths entendemos que os muçulmanos realmente falam de paz, mas apenas para aqueles que querem fazer parte da “casa de paz” (bait-as-salam), ou seja, a casa da submissão ao islamismo. Os muçulmanos têm como objetivo transformar a “casa de guerra” (bait-al-Harb) – quer dizer, o mundo não-muçulmano – em “casa-de-paz” (quem não é muçulmano vive na “casa de guerra”). Para isso treinam missionários islâmicos; os homens casam com mulheres não-muçulmanas e têm vários filhos; muitos entram na política e nos parlamentos (como está acontecendo na Europa) para criarem leis que favoreçam o crescimento do islamismo; e divulgam, com diferentes estratégias de marketing o tal “islamismo da paz”.
Mais recentemente, os muçulmanos têm usado a estratégia de proclamar islamismo significando paz. Alegam que a palavra SALAM (paz em árabe) apresenta a mesma raíz triliteral de ISLAM (islamismo em árabe) e MUSLIM (muçulmano em árabe) e por isso islamismo significa paz. Para os que conhecem a língua árabe é claro que tal comparação gramatical não tem fundamento.

O REINO DE PAZ

Jesus Cristo é reconhecido como aquele que promoveu e viveu o verdadeiro significado de paz. Durante Sua vida Ele ensinou sobre o Reino de Deus, este sim a verdadeira “casa de paz”. Falou de um Reino que não foi e nunca será abalado por religião, seita ou diferenças étnicas. Dentro desse Reino é que a verdadeira paz pode ser vivida. Nossos amigos muçulmanos precisam ser conduzidos no caminho reto, que vai direto ao Reino de Deus, e onde há somente uma porta de entrada: Jesus Cristo. Não podemos identificar quem está e quem não está nesse Reino invisível, somente Deus. Mas é claro que, ao conviver com pessoas, podemos ter uma ideia de quem pertence ou não ao Reino de Deus.
Precisamos olhar para o que Jesus ensinou sobre entrar no Reino de Deus e avaliar as formas para ter acesso a esse Reino. Primeiramente, o Senhor ensinou que o caminho para entrar nele é o indivíduo admitir, de coração, que não é merecedor dele e que, como violador das leis divinas, está caminhando em outra direção. Temos visto muitos muçulmanos mudando de direção e passando a caminhar rapidamente para Jesus depois que entendem o que é o Reino de Deus e que é possível fazer parte dele. Em segundo, a paz é mostrada por quem que já é membro do Reino de Deus àqueles que estão ao redor. Este também tem sido a forma como muitos muçulmanos estão entrando no Reino de Deus.
Creio que um dos modos mais eficientes de compartilhar as Boas Novas entre os seguidores do islâ é através de atitudes pacificadoras. Como membros do Reino de Deus, temos o amor do Pai e experimentamos o Seu amor. Deus que está perto; Ele ama os que ainda não estão no caminho reto, ao contrário do islamismo, onde Alá ama somente os não-transgressores e não tem nenhum interesse em se relacionar com os seres humanos.
Recentemente, uma de nossas discipuladas, Maryam, esteve numa cidade de maioria muçulmana. Buscando fazer amizade, entrou na mesquita e, após conversar com o imam (líder da mesquita) ele a convidou para passar uns dias com sua família. Já no primeiro jantar Maryam compartilhou sobre o caminho reto e sobre o Reino de Deus. No outro dia, o imam convidou outro imam para ouvir as mesmas palavras que Maryam usou no dia anterior. Os imams disseram que ela conhecia mais sobre as coisas de Alá do que eles.
Uma muçulmana da família do imam ficou interessada em saber sobre este “tal Reino”. Contrariando o que sempre ouvimos, essa muçulmana disse que gostaria de saber sobre como fazer para entrar neste Reino de paz, de alegria e de justiça. Maryam, usando de sabedoria, apresentou Jesus elevando-O da posição de profeta (como os muçulmanos colocam-nO) para a de Senhor e Salvador (lembre-se que para os muçulmanos, Jesus é respeitado, porém é reconhecido apenas como um dos profetas anteriores ao grande profeta Maomé). Ao compreender que somente por Jesus é possível ser membro do Reino de Deus, ela confessou querer, a partir daquele momento, seguir a Cristo.
A primeira reação da mais nova seguidora de Jesus foi de leveza. Ela disse que todo aquele peso que sentia dentro de si tinha desaparecido e que uma paz que nunca sentira antes invadiu seu ser. Disse ela a Maryam: “Por que você demorou tanto para vir até aqui falar deste Jesus de Paz e deste Reino maravilhoso?”. Logo depois ela encontrou com o imam e disse: “Você precisa ouvir mais a Maryam. Ela me salvou. Trouxe-me palavras que entraram no meu coração e tudo aqui dentro mudou”. Maryam, hoje, é bem conhecida na região e tem porta aberta para falar do Verdadeiro caminho da Verdadeira “casa de paz”.

É POSSÍVEL ANUNCIAR A PAZ AOS MUÇULMANOS

Quando recebemos o amor de Deus somos estimulados a amar outros. Isso ocorreu com essa muçulmana que agora segue a Jesus. Como que se sentindo “leve”, em paz e com o amor de Jesus enchendo sua vida, rapidamente saiu para compartilhar com sua amiga. Interessante é que Maryam, num outro momento, retornou ao mesmo local, desta vez convidada pela amiga da muçulmana que entregou a vida a Jesus. Essa mulher queria saber, pessoalmente, sobre este negócio de ter paz, a paz que somente Jesus pode oferecer. Temos que louvar a Deus, agradecer pelo Reino de paz, pois sua amiga também confessou Jesus como Senhor e Salvador de sua vida!
Devemos pedir a Deus para preparar o coração de muitos muçulmanos para ouvir as Boas Novas. Precisamos insistir com Deus para que nos dê “a pessoa de paz”, ou seja, aquele homem ou aquela mulher que ouvirá sobre o caminho reto e o Reino de Deus, e sentirá o desejo de saber mais sobre como chegar até lá.
Em algumas situações usamos trechos do próprio Corão para mostrar que Maomé ouviu o Evangelho de verdadeiros cristãos e os usamos como pontes para iniciar uma conversa com muçulmanos. Por exemplo, a sura (capítulo) 3 diz que Jesus é Santo, Todo-Poderoso e que conhece o caminho para a salvação. A primeira sura diz: “Deus, guia-me pelo caminho Reto”. Usamos este trecho para perguntar ao muçulmano se ele conhece o caminho reto e para onde este caminho leva. Neste ponto mostramos que a maioria das pessoas se desviou do caminho e precisa voltar para o caminho reto. Em seguida apresentamos o que é o Reino de Deus e convidamos os muçulmanos para estudar um pouco mais sobre isso.
O que fazemos é, com a ajuda do Espírito Santo, conduzir muçulmanos ao Reino de Deus. Eles podem entrar no Reino, por intermédio de Jesus, abandonando o pecado e sendo nova criatura, mas sem a necessidade de mudarem suas vestimentas, sua cultura, etc.
Queremos encorajar aos seguidores de Jesus, aqui no Brasil, a apresentar aos muçulmanos que vivem em nossa pátria o caminho reto, o Reino de Paz. Certamente Deus colocará em seu caminho a “pessoa da paz”. Como é compensador presenciar um muçulmano experimentar a verdadeira paz, a paz que somente em Jesus é possível encontrar.

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