26 de abr de 2012

É impossível servir a dois senhores


E o povo continua tentando servir a Deus e ao mundo ao mesmo tempo...
Fonte da imagem: http://macelocarvalho.blogspot.com.br/2012/01/jugo-desigual.html .

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Coríntios 6:14)

          Há um texto muito antigo e que tem sido alvo de pesadas críticas dos defensores da modernização da música sacra, o qual pode ser encontrado em http://www.espada.eti.br/rock1.asp . Guardando as devidas proporções e ignorando os possíveis exageros, podemos perceber aqui uma preocupação dos autores em evitar que caiamos em contradição ao pregarmos o Evangelho aos que estão nas trevas do pecado. Tanto eles como muitos outros que vieram depois defendem que não podemos semear a Palavra tomando a forma do mundo, isto é, nossas missionárias não precisam usar roupas provocantes nem maquiagens pesadas para pregarem o Evangelho junto às prostitutas, isso para citar só um exemplo.
          Porém, existem aqueles que defendem que a "graça" permite que usemos todos os recursos que estiverem ao nosso alcance para levarmos a mensagem de Cristo aos perdidos. Ou seja, segundo os mais liberais, "vale tudo". Alguns apelam para as tatuagens e piercings, outros para o rock pesado, outros para as artes marciais (até o violentíssimo MMA!), outros para as baladas gospel... É claro que existem casos e casos, mas infelizmente a maioria entra em choque com a própria essência do Evangelho, que se resume em textos bíblicos como o seguinte: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim" (Gálatas 2:20). Ora, se Cristo vive em mim, como é que ainda terei prazer nas coisas do mundo? "E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa" (Romanos 3:8); "Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Romanos 6:1-2)
          Prestem atenção no vídeo abaixo, que virou sensação entre os jovens evangélicos no início dos anos 2000:


          Trata-se de um dos maiores sucessos duma banda estadunidense chamadaSixpence None the Richer, considerada como de "pop rock cristão". Porém, tal banda, assim como muitas outras do meio evangélico e até alguns solistas, tinha como proposta ganhar fãs não apenas entre os cristãos, mas também no meio secular. Parece que eles conseguiram, pois "Kiss me" toca até hoje em rádios seculares como aAntena 1. Só que eles se empolgaram tanto com essa mistura (?) entre sagrado e profano que fizeram questão de regravar "Don't Dream it's Over", música mais conhecida da banda secular australiana Crowded House...
          Há também bandas como a irlandesa U2, que, embora consagrada no meio secular por causa de suas letras recheadas de mensagens contra as desigualdades sociais, a violência e uma série de outras mazelas, é muito cultuada (!!!) no meio evangélico por causa da origem de seus integrantes, destacando-se o vocalista Paul David Hewson, o Bono Vox. Já entre os solistas, um dos exemplos mais recentes é Katy Perry, filha dum casal de pastores da cidade californiana de Santa Bárbara. E no Brasil, temos a banda católica Rosa de Saron, que consegue reunir adeptos entre os católicos, os evangélicos e os "do mundão".
          Há, porém, casos de músicos que surgiram ou passaram pelo meio secular e que parecem ter rompido definitivamente com sua antiga vida. São os casos, por exemplo, de Rodolfo Abrantes, ex-integrante da banda Raimundos, e Thalles Roberto, que já chegara a fazer parte do Jota Quest. Por já ter feito parte do meio secular e reconhecer o quanto se afastara do Caminho, Thalles faz questão de dizer atualmente que "o diabo é especialista naquilo que faz" e também de afirmar, provando que não tem saudade alguma de sua antiga vida de pecado: "Mas a vida de nada valerá se eu não viver para meu Deus. Cantar e contar suas obras. Ser sempre fiel ao teu querer e viver a vontade do Pai".
          Diante de tudo isso, perguntamos: quem está com a razão? Aqueles que tentam andar com os pés em duas canoas ou aqueles que procuram ser fiéis a Cristo, deixando de lado os prazeres do mundo e da carne? No primeiro caso, muitos tentam agradar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo com base numa motivação absurda, como se o fato de serem "profissionais da música" lhes desse respaldo ou concessão para fazerem o que bem entenderem; afinal, segundo eles, "precisam viver de seu trabalho". Contudo, Jesus Cristo, ao qual muitos deles afirmam seguir, disse enfaticamente: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom" (Mateus 6:24).
          Que nossa motivação seja a de servir a Cristo em todos os momentos e em todas as circunstâncias, inclusive no ministério da música. Que consagremos vozes e instrumentos SOMENTE para o Senhor, sendo usados pelo Espírito Santo para a promoção do Reino de Deus e tendo autoridade para resistirmos ao reino das trevas. "E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lucas 9:23); "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (I João 2:15-17).

Fonte: SoroKbano

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