9 de ago de 2012

Desmascarando o Cristo falsificado


Um pensador antigo dizia: “A vida oferece apenas duas alternativas: crucificação com Cristo ou autodestruição sem ele”. Quando a originalidade é negligenciada, impera a falsificação. É o domínio das aparências: forma sem conteúdo. Sósia. O Cristo falsificado nada tem de Deus. Ele é diabólico e demoniza as relações. O germe da falsificação vem lá do Éden (Gn.3.1-5): distorção da Palavra de Deus; negação da Palavra de Deus; questionamento do caráter de Deus.

Quem é o Cristo falsificado?

O Cristo falsificado é um Cristo sem cruz: Ele não suporta a idéia da dor. Por isso assume a “prosperidade”. Ele é obcecado por medalhas e troféus. Ele abomina a renúncia – ou a falsifica – dando uma renúncia que não dói.

O Cristo falsificado é o Cristo das ilusões: É a pergunta de Paulo em Gl.3.1 “Quem vos fascinou?” Ele é uma espécie de mágico cósmico, cujo truque maior é alargar a distância entre ética e estética. Ele não suporta a verdade. Ele usa as ilusões, a sedução como fuga.

O Cristo falsificado é viciado em grandeza: Ele é míope! Não consegue enxergar o que é pequeno. Ele traz em si o delírio de Lúcifer. Ele compra a fé das pessoas. “Se me adorares...” A igreja de Simão. É viciado em suntuosidades, em castelos e pompas. Iludido pelas vitrines sedutoras da atualidade.

O Cristo falsificado muda de acordo com as circunstâncias: Ele é regido pela antiética do camaleão. Ele tira proveito de tudo, seu lema é “tirar vantagem de tudo”. Ele é o Cristo da malandragem, da máscara, da politicagem. É mestre na arte de enganar.

Diante disso surgem três perguntas:

1. Onde esse Cristo falsificado atua? No cristianismo adoecido.
2. Como desmascara-lo? Conhecendo e vivendo o Cristo autêntico.
3. Quem é o Cristo autêntico? Respondo a seguir:

O Cristo que nos ajuda a carregar a cruz: Um Cristo vitorioso, que baseado em sua vitória, nos garante êxito. Um Cristo que conhece as nossas fraquezas e dores, mas que nos dirige no aperfeiçoamento de nossa fé. Um Cristo que vai trocar nossa cruz de dores por uma coroa de glória!

O Cristo que nos guia na verdade: Um Cristo que é a verdade. Ele mesmo afirmou ser “a luz do mundo”. Um Cristo que nos livra da tirania das aparências, pois nos leva à sua própria imagem. Um Cristo que nos ilumina para que sejamos seus astros brilhando numa sociedade em trevas.

O Cristo dos pequenos: Um Cristo que ouve o gemido dos aflitos. Um Cristo da graça, que responde ao necessitado que clamar (Sl.72) Um Cristo que não olha o que temos, mas o que somos e seremos nele.

O Cristo que não muda: Um Cristo que não sofre com a passagem do tempo – Ele é Senhor do tempo. Um Cristo que não se vende de acordo com o momento. Ele é eterno. Um Cristo que não nos usa por política, mas por amor.

A qual Cristo estamos servindo? Que o Cristo autêntico ainda seja o nosso único e suficiente salvador e Senhor.

Até mais...


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