25 de set de 2012

Assista aqui ao trailer em português do polêmico filme "A inocência dos Muçulmanos"





A ingenuidade dos religiosos


Por Hermes C. Fernandes

Acabo de assistir a um trailer do polêmico filme “A inocência dos muçulmanos”. Perdi quase 15 minutos da minha vida com este besteirol. Parece uma produção caseira, feita por amadores. Não fosse a propaganda feita pelos próprios muçulmanos através de seus protestos pelo mundo afora, jamais teria tido a curiosidade de assisti-lo. 

O mesmo se deu no final dos anos 80 com o filme “A última tentação de Cristo”, de Scorsese. Ninguém o propagou mais que os católicos, incendiando salas de exibição, promovendo marchas, etc.

A diferença entre os dois filmes é que um não passa de um escárnio, mal acabado, amador, enquanto o outro levantava dúvidas sobre a vida de Cristo, alegando, entre outras coisas, que ele teria tido um romance com Maria Madalena, além de ter sido uma produção profissional, dirigida por ninguém menos que Martin Scorsese, baseado no romance homônimo de Nikis Kazantzakis.

Ambos os filmes despertaram reações odiosas, por desrespeitarem personalidades veneradas pelas duas maiores religiões do planeta.

Apesar de ser um defensor da liberdade expressão, creio que cineastas e autores deveriam agir com mais responsabilidade, respeitando as diferentes crenças. Qualquer obra fictícia que satirize e ridicularize profetas, e estigmatize crenças, culturas e costumes, deve ser desprezada, pois alimenta o ódio e o preconceito.

Por outro lado, líderes espirituais deveriam estimular seu povo a lidar com tais sátiras com mais leveza, pois o ódio expressado em suas manifestações será proporcional à propaganda que se fará delas. Se ninguém disser nada, corre-se o risco daquela obra passar despercebida.

Recentemente ouvi um comentário de que os cristãos deveriam aprender com os muçulmanos a não deixaram barato qualquer escárnio que se faça à Bíblia ou a pessoa de Jesus Cristo. Discordo veementemente desta posição.

Louvo a Deus por morar num País onde Estado e Religião mantém-se separados, apesar dos esforços de alguns líderes em transformar o Brasil numa república evangélica.

Ademais, não precisamos que alguém de fora demonstre qualquer desprezo pelas Escrituras; isso já tem sido feito com certa frequência por nossos próprios líderes.  Vide o recente episódio em que um pastor posa para uma foto cheirando a Bíblia como se fosse uma carreira de cocaína. Ah se fosse o Alcorão...

Pior que “cheirar” a Bíblia é usá-la distorcendo seus ensinamentos para obtenção de lucro ou para fazer terrorismo psicológico nos crentes.

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