13 de mar de 2014

Sarça Ardente


Vejo um sério problema com alguns de nossos irmãos reformados que debatem teologia como apenas filósofos. Alguns tratam os decretos divinos, a predestinação, como se estivesse tratando de uma fórmula matemática. Não há temor piedoso. 

O correto, diante desses assuntos, é retirar as sandálias, é tratar isso na esfera "do coração", ou seja, pastoralmente levar o coração - a nossa indignidade e incapacidade como pecadores - diante do Deus santo. 

Um arminiano pode não concordar em linhas filosóficas conosco, mas dificilmente poderá negar a sua condição pecaminosa, caída e desesperadamente corrupta. Dificilmente alguém, constrangido pela graça do nosso Soberano Deus, poderá afirmar que pode a si mesmo se salvar, não fora a bendita mão salvadora em seu favor. 

Por fim, deve ficar claro que não debatemos simplesmente argumentos, mas tratamos do próprio Ser de Deus. Por isso, diante Dele, ao tratarmos dos Seus decretos, estamos tratando da Pessoa de Deus. 

Cuidemos, portanto, para não cairmos na quebra o terceiro mandamento: 

Êxodo 20.7 - "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" 

Pergunta 113 - Quais são os pecados proibidos no terceiro mandamento? (Catecismo Maior de Westminster, 1648) 

Resposta: Os pecados proibidos no terceiro mandamento são: 

 [...] as consultas curiosas, e a má aplicação dos decretos e providência de Deus [...] questões curiosas e sem proveito, vãs contendas [...]".

*** Fonte: Púlpito Cristão

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