28 de jul de 2014

Quando a esperança está em Jesus


No dia 20 de maio, duas bombas explodiram na cidade nigeriana de Jos matando quase 200 pessoas, em sua maioria, cristãs. A Portas Abertas visitou várias vezes as vítimas que sobreviveram para orar junto com eles e dar suporte financeiro.



"Nós tínhamos de mostrar a eles que há vida após as bombas", afirma um colaborador da Portas Abertas. "A esperança deles se encontra em Jesus Cristo".

Não houve nenhum aviso? Nenhum presságio no céu? Nenhum sinal de que o terror estava prestes a acontecer? Olhando depois do acontecido sempre se consegue identificar alguns sinais. Apenas alguns dias antes das duas bombas explodirem próximo ao mercado e o terminal de ônibus em Jos, a polícia nigeriana prendeu um homem que vestia um cinto com explosivos. Ele admitiu que outras pessoas também haviam sido enviadas e um ataque violento estava iminente. A maioria das centenas de comerciantes e seus clientes não fazia ideia.
A primeira bomba foi tão forte que imediatamente matou dezenas de pessoas. Causou um massacre absoluto. Equipes de emergência apressaram-se até o local. A maior parte das vítimas era mulheres e crianças que estavam fazendo compras no mercado. Meia hora após a primeira bomba, a segunda – novamente um explosivo improvisado, acoplado em um carro – foi acionada, matando muitas pessoas da equipe de resgate assim como outros que estavam ajudando as vítimas da primeira explosão.
A cena era quase indescritível. As bombas estraçalharam as janelas e destruíram edifícios. Havia sangue e partes humanas em todos os lugares. O cheiro de carne humana queimada tomava todo o ar. Pessoas gritavam. Os feridos eram carregados até caminhões vazios, que disparavam para levá-los até os hospitais.
No dia seguinte, colaboradores da Portas Abertas chegaram para avaliar as necessidades dos sobreviventes nos hospitais. "Nosso objetivo era levantar o número de feridos e ver se podíamos ajudar de maneira prática", explica um dos membros da equipe. "O que era ainda mais importante era que queríamos dar a eles uma mensagem de amor e de esperança. Nós dissemos: ‘Viemos para assegurar a vocês que Deus os ama. Nosso ministério ama vocês e nós estamos orando pela sua situação. Apesar de sua situação ser difícil, Deus é poderoso e hábil para curar e dar a vocês esperança e força para viver novamente para ele’."
Como resultado do bombardeio, 77 pessoas, a maioria delas cristã, foram hospitalizadas. É um costume nigeriano que os familiares sejam os responsáveis por alimentar seus entes hospitalizados. Mas alguns que encontramos não tiveram a chance de notificar familiares e encontravam-se dependentes de doações financeiras e de alimentos dos funcionários dos hospitais.

Com o apoio de parceiros em diversos países, a Portas Abertas retornou rapidamente e teve a oportunidade de dar alimento a cada paciente e também de fazer uma contribuição financeira para cobrir as despesas médicas. "Quando fizemos outra visita ao hospital alguns dias depois, havia cerca de 50 feridos. Alguns foram para casa, mas outros faleceram em decorrência dos ferimentos. Para aqueles que permaneceram no hospital, independentemente se eram cristãos ou muçulmanos, tentamos mostrar a eles o amor de Cristo. Especialmente os muçulmanos foram tocados pelo fato de oferecermos ajuda financeira a eles. Um muçulmano chamado Ali Umary disse: ‘Eu sou muito agradecido. Que o bom Senhor abençoe vocês’."

Os cristãos feridos também responderam emocionados. "A ajuda veio quando eu mais precisava", disse Yakubu Tizhe. "Ainda mais importante: o amor que veio junto com os presentes foi o que impressionou mais".
Victos Gyang, cujo tórax foi perfurado pela bomba, falou: "Eu me sinto tão grato. Que o Senhor abençoe vocês e responda suas orações".
Joy Isoko quase perdeu as palavras. "Eu não consigo dizer muito. Minha boca não consegue expressar meus sentimentos em relação ao presente, mas sinceramente eu sou muito grato pela sua preocupação. O Senhor, e somente ele, os abençoará". Outra senhora, Kehinde Kwasu, que se encontra em condição crítica com pulmões danificados e um rim deslocado, apenas conseguia repetir as palavras "obrigada, obrigada".
O caminho para a completa restauração é longo para todos os sobreviventes e para todos aqueles que perderam seus queridos. A violência implacável do grupo radical islâmico Boko Haram continua por diversos estados da Nigéria. Ore por essa nação!


Fonte Portas Abertas Internacional
 Tradução Cecília Padilha

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.