24 de nov de 2014

Estamos nas últimas horas dos últimos dias?


Por Renato César


O Brasil tem passado nos últimos anos por um momento histórico que lhe é peculiar: o crescimento desenfreado da violência, a libertinagem sexual, a banalização dos valores morais e o estouro de escândalos de corrupção envolvendo autoridades do alto escalão político e empresários. Esses e outros fenômenos têm levado muitos a especular em torno da volta iminente de Cristo, tomando em geral como base suas palavras em Mateus 24. Não quero parecer incrédulo ante esses acontecimentos nem muito menos diante das palavras do Mestre. Mas tenho de, outra vez, ser um estraga prazer. Uma coisa não tem relação com a outra, ao menos não no sentido que tem sido sugerido. Para provar minha teoria, citarei dois exemplos simples. 

Na Grécia antiga, assim como em Roma, para não citar povos vizinhos ao Israel do AT, eram comuns os bacanais. Também as relações homossexuais não estão sendo desvendadas nos nossos dias. Na Grécia a prática era comum e até incentivada. A violência e injustiças sociais sempre prevaleceram em toda a história humana, alcançando patamares inimagináveis em muitos países comunistas ou mesmo na afamada II GM. O segundo exemplo talvez seja ainda mais frustrante para os videntes atuais. Alguns países europeus, como Bélgica, Suíça e Noruega experimentam índices sociais muito positivos, e uma qualidade de vida que muitos já se sentiriam felizes de ter no Paraíso. Esses e outros países estão longe, muito longe desse caos social que o Brasil e outros países enfrentam.

Creio serem suficientes esses dois exemplos para provar minha teoria. Não se pode saber, nem mesmo fazer qualquer ideia de quando Cristo voltará. É o tipo de profecia que somente compreenderemos quando acontecer. Aos que se sentem às portas do arrebatamento, tenho a dizer que não estão errados, desde que não saiam por aí fazendo e dizendo asneiras como se houvesse um relógio da volta de Cristo no centro de sua cidade em contagem regressiva. O que você tem de fazer, faça-o porque é certo, edificante e para glória de Deus, não por um temor descabido e alienado.

Ao mesmo tempo, digo àqueles cristãos que vivem como se Cristo jamais houvesse prometido voltar ou como se não fossem mortais, que a parábola – profética - das dez virgens não está na Bíblia à toa. Os extremos, em geral, são perigosos e prejudiciais, e se é para viver em um deles, que seja o extremo lunático, pois, neste caso especificamente, é melhor pecar pelo excesso do que pela falta de temor e expetativa da volta do Rei dos reis. Entretanto, sem dúvida alguma o melhor é ser sóbrio e equilibrado, sem jamais esquecer de que Cristo, de fato, pode voltar agora, bem como ter a consciência de que, considerando a média histórica, provavelmente estaremos entre os mortos quando isso ocorrer.

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Fonte: Bereianos

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