29 de jul de 2016

O PLANO DE SALVAÇÃO


No Jardim do Éden, antes do pecado original, Deus estabeleceu com Adão o pacto das obras, que consistia na prestação da perfeita obediência - Gn 3.15-17. Esse pacto estabelecia que Adão e Eva, no gozo do livre arbítrio, poderiam tomar e comer de todos os frutos do jardim, porém, não deveria tocar no fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. O pacto das obras trazia consigo a mensagem de vida santa e feliz, contudo, estabelecia a dura sentença de morte no caso da desobediência ao criador. Eva, movida pela cobiça, deu crédito à mentirosa serpente, tomou do fruto proibido e comeu; deu ao seu marido e ele também comeu. O Homem pecou. Errou o alvo estabelecido por Deus, foi reprovado no teste da perfeita obediência. Por isso, passou a conhecer a morte e foi expulso do jardim do Éden.
O adão histórico, velho adão ou primeiro adão, foi o cabeça federativo e representante da raça humana na queda. Com Adão caiu toda a raça humana. O pecado tornou-se de caráter universal. Diz a Bíblia: ...assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Rm 5.12. ... pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores. Rm 5.19. Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Sl 51. 5. Diante dessa triste situação duas questões giram latentemente em nossas consciências: Deus, sendo onisciente não sabia que o homem pecaria? A essa pergunta a resposta é sim. Segunda, porque Deus não evitou que o homem pecasse? A essa pergunta a resposta é não sabemos.
Contudo, Deus não estava alheio à situação do homem. Concebeu, desde toda eternidade, segundo o conselho da sua vontade, o plano de salvação, que se torna exequível no Pacto ou Aliança da Graça. Nesse pacto, o Filho, o mediador da Nova Aliança, o novo ou segundo adão, nosso representante na redenção, se propõe a submeter-se ao Pai em perfeita obediência para a satisfação plena da justiça divina. O Filho, “se colocou no lugar do pecador e incumbiu-se de fazer a expiação do pecado, suportando o castigo necessário, e de satisfazer as exigências da lei em lugar de todo o seu povo,” Louiz Berkhof – Manual de Doutrina Cristã – p. 140. O parecer dos reformadores é que “prouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado”. Confissão de Fé de Westminster, Cap. VIII, Inciso I. O profeta Isaias proclamou que Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Is 53.4-5. O apóstolo Paulo, bem explícito no ensino da redenção, disse que Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Rm 5.8;... a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Rm 5.21. O próprio senhor Jesus fala de si mesmo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Jo 5.24. Completa seu o eterno propósito do Pai em enviá-lo ao mundo, em um dos mais clássicos e conhecidos versículos bíblicos: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo 3.16




Cleuso Nogueira, Pastor da Igreja Presbiteriana José Manoel da Conceição – JANDIRA SP.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.