26 de out de 2016

A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO

(Este artigo é um resumo do estudo bíblico doutrinário na Igreja Presbiteriana José Manoel da Concieção, Jandira - SP, 19/10/16)
[... nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.] Rm 4.24,25.
Em sua morte expiatória Jesus prestou ao Pai a perfeita obediência para a satisfação plena da justiça divina. Cumprindo a lei, Deus imputou, a ele, os nossos pecados e na justificação imputou, a nós, a sua justiça. Justificação vem do grego coinê, dikaiosis, palavra traduzida para o português como vindicação, absolvição e justificação. Tem a sua ligação com dikaios, traduzida como reto, justo, correto e honesto; termo aplicado aos cidadãos modelos do mundo greco-romano. Tais substantivos são derivados do verbo dikaióõ, que significa declarar uma pessoa justa, que tem o seu caráter de conformidade com a lei.
Nas cartas paulinas, a justificação assume o seu significado soteriológico na declaração, em termos forenses, que as exigências da lei, como condição de vida, estão plenamente satisfeitas em relação a uma pessoa. At 13.39; Rm 5.1,9; 8; 30-31; 1 Co 6.11; Gl 2.16; Gl 3.11. [Cristo, pela sua obediência e morte, pagou plenamente a dívida de todos os que são justificados, e, em lugar deles, fez a seu Pai uma satisfação própria, real e plena. Contudo, como Cristo foi pelo Pai dado em favor deles e como a obediência e satisfação dele foram aceitas em lugar deles, ambas livremente...]. Ref. Rm 5:8, 9, 18; Rm 3:26. Confissão de Fé de Westminster, Capítulo XI, Seção III.
A justificação é um ato judicial de Deus, no qual ele declara, com base na justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei são satisfeitas com vista ao pecador. Os reformadores afirmam que [Deus, desde toda a eternidade, decretou justificar todos os eleitos, e Cristo, no cumprimento do tempo, morreu pelos pecados deles e ressuscitou para a justificação deles;...]. Ref. Gl 3:8; Rm 4:25. Confissão de Fé de Westminster, Cap. VI, Seção IV.
A justificação é decretada na concepção do plano de salvação; é concretizada na morte de Cristo, onde a lei é cumprida. Contudo, os eleitos [... não são justificados enquanto o Espírito Santo, no tempo próprio, não lhes aplica de fato os méritos de Cristo. Ref. 1 Pe 1:2, 19-20; Gl 4:4; 1 Tm 2:6; I Pe 1:21; Cl 1:21-22; Tt 3:4-7. Confissão de Fé de Westminster, Cap. VI, Seção IV. Na vocação eficaz, a justificação envolve o perdão dos pecados e a restauração do pecador ao favor divino. Concede paz com Deus, segurança da Salvação - Rm 5.1-10; restaura o pecador a todos os direitos com relação à sua filiação com Deus. Se dá fora do pecador, no tribunal de Deus. A sentença de absolvição é conhecida na vida interior; afeta gradativamente todo o ser do justificado. Não é um processo, acontece Uma vez por todas.
Em resumo, por causa dos nossos pecados, éramos devedores para com Deus e não podíamos pagar. Cristo, o nosso representante legal na redenção, tornou-se o nosso fiador, satisfez a justiça divina cumprindo a lei em nosso lugar. Deus ficou satisfeito com o sacrifício expiatório de seu filho e imputa a justiça de cristo a nosso favor e nos clara absolvido de nossas culpas.
Pense nisto e tenha no seu coração, paz com Deus.
Cleuso Nogueira, Pastor da Igreja Presbiteriana José Manoel da Conceição, Jandira - SP.

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